Sonora entrega o que Last.fm prometeu.

26 agosto 2009

E aí pessoal.

Exatamente o que o título diz. O Sonora, do provedor Terra, faz o que o Last.fm me prometeu no Trial. E por 10 reais por mês.

Eu ouvindo Dream Theater

Eu ouvindo Dream Theater

É simples. A versão trial (teste) do Last.fm me deixou ouvir as 30 músicas que eu queria. Simples assim: eu clicava no artista, clicava na música que queria ouvir, e ouvia. Mas depois que me tornei assinante, descobri que não existe um plano de música sob demanda para meu país. Ou seja, eu só posso ouvir rádios. Não que as rádios sejam ruins; as recomendações são ótimas, mostram muitas músicas realmente relevantes ao meu interesse musical. Mas eu não queria isso. Eu queria justamente a Music-On-Demand! Eu queria ouvir Under a Glass Moon quando eu quisesse! E não ouvir os trinta segundos que eles nos deixam ouvir.

Já no sonora, se eu quiser ouvir o Images and Words do Dream Theater INTEIRO, na ordem que eu quiser, eu posso. Desculpa aí, Lastfm. Você ainda é uma grande plataforma para se conhecer bandas, uma rede social muito eficiente. Mas se você me diz que eu posso ouvir as músicas inteiras, quando eu quiser, eu acredito. Agora, não bancou? É sacanagem. A Sonora bancou. Tudo bem que é só banda de gravadora. Lastfm aceita underground, etc. Mas se eu quero ouvir música, até a Radio Uol servia (quantos discos da Bjork já não ouvi lá, de graça, na década passada?) e infelizmente pra Last.fm, que podia conseguir ainda mais público aqui no Brasil, a Sonora serve melhor.

Caramba, o Last.fm fica MUITO irrelevante se você for ouvir as músicas completas no YOUTUBE! E tem muita coisa lá!


A “Hipótese da Biofilia” e o futuro estéril.

26 agosto 2009

E aí pessoal.

Andei lendo sobre um negócio chamado “Biophilia Hypothesis” – hipótese da biofilia – que sugere que nós, seres humanos, temos uma predisposição genética a manter contato com a natureza. Fui procurar este nome por causa de uma música que o Jobim criou em meados de 2004, justamente chamada “Biophilia”. O mais interessante é que ele não sabia nada sobre essa hipótese, mas criou a música baseado num conceito de “amor à vida”.

Esse suposto e não-provado gene da Biofilia seria o que faz com que nós, seres urbanos, nos sintamos inclinados a ter animais de estimação, plantas, jardins, ou morar perto de praças, bosques, lagos, oceanos. Temos a tendência de valorizar esses espaços próximos da natureza. Quero dizer, uma parcela da população valoriza esses lugares. Existe sempre a parcela “super urbana”, que não sabe o que é uma galinha, nunca viu uma vaca e simplesmente odeia passear em bosques cheios de insetos e bichos.

Green Land por Deinha1974

Podemos viver sem isso? (Arte por Deinha1974 , Deviantart)

Eu sou uma pessoa bem otimista. Mas ultimamente estive pensando sobre o futuro, pra escrever uma estória. E se o homem conseguir dominar a natureza de um jeito que ela não precise mais existir? E se a humanidade conseguir reproduzir todas as condições para a vida humana, de maneira que não precisemos mais de árvores? E se o nosso planeta se tornar uma imensa bola de metal, sem nada que lembre a Terra dos nossos dias? Será que sofreremos com isso?

Eu não acredito na hipótese de termos um gene que responda à Biofilia, mas acredito sim que precisamos da natureza ao nosso redor. Mesmo se todos nos tornássemos “urbanóides”, com direito a todo tipo de Biofobia (como medo de insetos, medo de grama, medo de animais, florestas, etc.) ainda assim sofreríamos e sem saber o porquê.

Tem um conto do Isaac Asimov, em que os humanos finalmente conseguem colonizar outros planetas e se despedem da Terra. Eles devolvem o planeta à sua própria sorte, à sua própria evolução. Acho um conto muito bonito. Mas ainda assim é derrotista. É como se o ser humano fosse mais um vírus à saúde do planeta, em vez de um simbionte, que precisa que o planeta viva pra continuar vivo.

Nós podemos mudar muita coisa. Mas será que entendemos a real necessidade disso? Será que entendemos o impacto que o desaparecimento de muitas espécies realmente vai ter sobre a vida de nossos filhos? Acho que ninguém sabe de nada, e esse é um risco enorme que a humanidade corre. Corremos o risco de nossa Terra virar um deserto imenso e estéril. E ainda ignoramos. É como ir ao dentista; a gente só vai quando algo dá errado e aí já é tarde demais.


Piaf: Hymne à L’amour

11 agosto 2009

Hino ao amor

O céu azul sobre nós pode desabar
E a terra bem pode desmoronar
Pouco me importa, se tu me amas
Pouco se me dá o mundo inteiro

Desde que o amor inunde minhas manhãs
Desde que meu corpo esteja fremindo sob tuas mãos
Pouco me importam os problemas
Meu amor, já que tu me amas.

Eu irei até o fim do mundo
Mandarei pintar meu cabelo de louro
(ou: Me transformarei em loura)
Se tu me pedires
Irei despendurar a lua
Irei roubar a fortuna
Se tu me pedires

Eu renegarei minha pátria
Renegarei meus amigos
Se tu me pedires
Bem podem rir de mim
Farei o que quer que seja
Se tu me pedires

Se um dia a vida te arrancar de mim
Se tu morreres, se estiveres longe de mim
Pouco me importa, se tu me amas,
Porque eu morrerei também

Teremos para nós a eternidade,
No azul de toda a imensidão
No céu não haverá mais problemas
Meu amor, acredite que nos amamos.
Deus reúne os que se amam.

Continue lendo »


Conto aleatório 001: Sobre nascimento e morte.

11 agosto 2009

Marco é um jovem empreendedor bem-sucedido. Saiu da faculdade de Administração direto pra uma pós em Mercados Emergentes. Teve a sorte de ter encontrado a mulher de sua vida, aquela que lhe daria um motivo pra voltar pra casa e não dormir no trabalho. Ele era, sim, um workaholic; mas era muito mais apaixonado por Glória, sua esposa. Ela percebeu, certa vez, que uma ligação dela às 19 o traria pra casa às 20. Passou a ligar às 18:15, depois de voltar da academia.

No mundo dos negócios, a maioria das pessoas não tem tempo a perder com felicidade. Tudo se compra. Tudo se vende. Tudo se negocia: amizades, parcerias, sociedades. Mas Marco sabia que não se negociava com aquilo que ele sentia por Glória. Não havia pedágio a se pagar, não num mau sentido, pois Glória não era exigente. Ela pedia apenas o que ele conseguia oferecer, e nada mais. Ele conseguia fazê-la feliz. E pensou que conseguiria por muitos anos, até morrerem de velhice, ela primeiro, depois ele – pois ele não suportaria perdê-la. Ele receberia em breve uma notícia: Glória esperava seu filho.

(Leia o resto clicando no Leia Mais)

Continue lendo »


Em forma, mais feliz e produtivo.

7 agosto 2009

Fitter Happier

“em forma mais feliz e produtivo
satisfeito
nada de beber demais
exercício regular na academia (3 vezes por semana)
lidar melhor com seus colegas de trabalho na empresa
em paz
comer bem (nada de jantar de microondas e gorduras saturadas)
motorista melhor e paciente
carro mais seguro (bebê sorri no banco de trás)
dormir bem (sem sonhos ruins)
sem paranóia
cuidadoso com os animais (nunca mandar aranhas pelo ralo)
manter contato com velhos amigos (um drink de vez em quando)
sempre checar a conta (buraco no muro) no banco (de boas ações)
favor com favor
afetuoso não apaixonado
caridade por débito automático
compra do mês no domingo
(nada de matar mariposas ou ferver formigas)
lava-rápido
não ter mais medo do escuro
ou de sombras no meio-dia
é tão ridículo adolescente & desesperado
tão infantil
num ritmo melhor
mais lento e calculado
sem chance de fuga
agora autônomo
preocupado (mas impotente)
membro capaz e informado da sociedade (pragmatismo não idealismo)
não chorar em público
menor risco de doença
pneus de chuva (foto do bebê com cinto no banco de trás)
boa memória
ainda chora num bom filme
ainda beija com saliva
não mais vazio nem fora de si
como um gato
preso a um pau
que se crava no
cocô gelado de inverno (a habilidade de rir das fraquezas)
calmo
em forma mais saudável e produtivo
um porco
numa jaula
sob antibióticos”

Radiohead – Fitter Happier

LEIA mais após o LEIA MAIS. (Aviso: ficou um texto enorme, na minha opinião. Leia aos poucos, como pílulas x)) Continue lendo »


Computação em nuvem, né? E quando chover?

6 agosto 2009

Olá pessoal.

Como disse no post passado, o Twitter caiu. Isso me levou a pensar em um monte de coisas.

Bom, como todo viciado em Internet, eu acordei e já vim direto pro meu computador. Primeira coisa que fiz foi abrir o Tweetdeck e quis ler algumas pílulas de sabedoria/futilidade que só a internet pode me trazer. Fui atender meu telefone, e ao voltar, descobri que o Twitter tinha caído.

Tem um conceito super en voga ultimamente, chama “Computação em Nuvem”. Não quero colar coisa da Wikipédia, então vou explicar nas minhas palavras. É assim. Computação em Nuvem quer dizer que você, no futuro, não vai precisar ficar instalando coisas desnecessárias no seu computador. Por desnecessária eu quero dizer um processador de texto, planilhas, essas coisas que todo mundo precisa pra trabalhar. E teoricamente você não vai precisar de Paintbrush, ou Photoshop instalados. Eles terão suas versões online, e você só precisa ter uma conexão com a internet. Ah, você também não precisa salvar seus e-mails no seu PC de casa! Viva! É a revolução da nuvem! \o/

Mas peraí.

E quando chover?

Essa queda do Twitter foi a primeira que eu experimentei de verdade. Já tinha ficado sabendo que o Michael Jackson derrubou o Twitter (figurativamente, gente) dentre outros superfatos que fizeram as pessoas postar como Boêmios-LOQUI. Bom, hoje caiu comigo, na hora que eu acordei entediado e quis de repente enviar uma mensagem que pudesse ficar pra posteridade. Aí me vi pensando nisso.

Quando nossas coisas estão nos nossos HDs, são nossas. Ou seja, queimou a placa de vídeo? Compra outra, peste. Queimou placa mãe? Compra outra. Queimou processador? Bom, compra outro. Queimou HD? Aí você se fudeu. Mas é um risco que a gente corre.

E se cai um meteoro na sede do google e a gente perde tudo?

Tá bom, uma hipótese menos drástica. E se de repente um zelador do google derruba um balde numa tomada com 5 computadores, e tudo vira um incêndio de proporções míticas, e eles perderem tudo que é seu? E se um hacker roubar a senha do seu e-mail, você tem TUDO no seu e-mail (eu sei porque tenho tudo no meu, coisas velhas pra caralho) e de repente a nuvem derrete e vira água. E você… chuá… chuá… chuá…

E se eu fico sem internet, peste? Ninguém mais pensa numa vida sem internet? Ninguém acha que ainda não vai rolar um apagão digital? A gente confia tanto assim num bocado de fios operado por gente que não sabe o que é uma TIME-OUT NA CAMADA T3? Vocês acham mesmo que estão seguros? Mas, principalmente:  O Jack Nicholson poderia fazer o Wolverine velho?

(Essa última pergunta não teve nada a ver, inclusive)

Aí vem o Chrome OS que diz o seguinte. “Sorriam! Vocês podem ter netbooks f*didos e nós teremos os programas na nuvem! Ninguém vai precisar comprar o Microsoft Office, só vão precisar comprar nossos netbooks com o Chrome OS! Vocês estão salvos!”

Sinceridade? É lindo o conceito dos caras. Mas no mundo real, as coisas simplesmente dão merda. Eles deviam saber disso. Eles deviam saber que se tiver uma pane mundial da internet ou apenas dos seus servidores, se durar mais de 24 horas as pessoas vão estar PUTAS da vida com ELES que venderam um computador que não tem OFFICE, MEU.

Bom, é só minha previsão sobre o assunto. Encare como uma previsão meteorológica. Eles sempre dizem “Céu aberto com ocasionais pancadas de chuva e nuvens”. Ou seja, não me disse NADA!

Mas um dia a chuva vem, e a nuvem cai!


“Veronika Decide Morrer” (2009)

6 agosto 2009

Veja o trailer no Youtube:

“Aos 28 anos / Veronika tinha tudo / Exceto a vontade de seguir em frente.”

“Ela nunca esperava encontrar essa vontade”

“Com apenas dias de vida”

” – Você realmente vai morrer?”

“V: – Eu te disse”

“Música: Durma, meu bem, enquanto eu me desfaço / E vou agarrar-me a mim quando você tiver terminado”

Eu confesso. Tenho um preconceito enorme por Paulo Coelho e nem mesmo sei a razão. Deve ser porque o cara ficou muito bem sucedido, e eu como todo bom brasileiro preciso ter inveja dele. Coisa feia, não? Complexo de viralatas, a gente só gosta de quem não consegue ficar famoso, dos undergrounds, dos sofredores.

Bom, vai que hoje o Tuíter caiu (mais sobre isso daqui a pouco) e me vi às voltas com o Youtube. De repente vi que minha amiga Amanda tinha favoritado esse trailer. Já tinha seguido as discussões ferrenhas sobre a Sarah Michelle Gellar sendo a Veronika, porque ninguém imaginava ela desse jeito, et al.

Mas assistindo ao trailer em inglês, eu fiquei curioso pra ver o filme. Talvez seja uma parte boa de não ler os livros, que eu possa ir ao cinema sem praguejar depois porque o diretor não colocou o “Tom Bombadil”, ou algum outro personagem igualmente impossível de se passar pras telas.

Acho que por mais que a “Buffy” Michelle Gellar seja normalmente tosca e sem expressão, o pouco que vi nesse trailer já significa mais do que o conjunto da obra dela. Vou dar uma chance a ela, e principalmente a Paulo Coelho. Mas não vou ler os livros, tenho muita coisa pra ler do meu Trabalho de Conclusão de Curso 😉

E depois que eu formar, muita ficção científica. Quem sabe se ele fizer uma, posso arriscar a ler.


%d blogueiros gostam disto: