“Achei que eles iam casar!”

Achou mesmo?

Quem nunca ouviu uma frase assim? “Nossa, namoraram por tanto tempo, achei que iam casar!” Lembrei de dois amigos meus que são amigos entre si, que namoraram por muito tempo e todo mundo achava que iam casar com suas respectivas namoradas. Mas tem algumas coisas que a galera não entende.

1. Tudo que se vê….

“… não é o que parece!” Quem se lembra dessa música? Tá, coisa de infância de gente velha. Mas o que eu quero dizer com essa primeira coisa é que só quem tá dentro de um namoro que sabe o que realmente rola ali. Quando as pessoas dizem “Nossa, fulano e fulana dão um casal tão bonito, com certeza eles vão casar” eu já penso nesse 001. Lembro também de uma outra amiga, que exaltava o bilau do ex-namorado na frente de todo mundo, que também não casou. Parecia que tudo ia bem, certo? Errado. Brad Pitt que o diga.

"Deus, como eu quero matar essa mulher!"

Hoje em dia ele diria “Eu quero a p**** dos meus escalpos”.

2. Entraves ao matrimônio.

Outra coisa que o pessoal esquece é que na sociedade contemporânea existem alguns obstáculos que não permitem às pessoas se casarem fácil. O mais óbvio é dinheiro. Mas eu refleti hoje e descobri que “dinheiro não é pobrema, véio!” Porque se fosse problema, pessoas em situação econômica delicada (eufemismo para Pobre, mesmo) não se casariam. Mas eles se casam, e muito! Não tem erro, é só fazer um panelão de arroz e arrumar qualquer lugar! Minha namorada me disse que eles tão na seguinte vibe: “Já somos os dois pobres mesmo, vamo ser pobre juntos!”  Fabuloso!

Mas o entrave maior é IDADE. Pelo menos no contexto que eu tô falando. Tô falando de amigos meus que namoraram durante o ensino médio e terminaram os namoros na faculdade. Eles namoravam na escola, claro. Mas isso não quer dizer que esse namorinho de escola vai se transportar pra vida adulta. Conheço casal que namora desde os 13 anos, é o primeiro namoro, joia. Só que eu não boto fé que eles vão se casar. Acontece o tempo todo.

Mas se você achou que esse casal que passou ensino médio/faculdade tudo junto ia se casar, você não entendia que o contexto da coisa toda ia mudar. Era legal na facul, era legal na escola, mas depois que eles saem, vai saber como cada um lida com a falta (ou excesso) de dinheiro? Vai saber se sua companheirona de dia-a-dia escolar, que não precisava ralar pra comprar roupa, nem pagar escola, vai aceitar juntar a grana do aluguel, da água e da luz, muitas vezes gastando o dinheiro que agora ela suou pra ganhar? Acaba sendo uma questão material, sim, mas é difícil saber se esse tipo de companheirismo existe nas pessoas. Principalmente olhando de fora.

3. Comodismo.

“Será que é isso mesmo que eu quero?”

Quem pensa assim não deveria estar namorando, certo? Claro, num mundo perfeito. Mas estamos no mundo real. No mundo em que as pessoas trabalham em empregos horríveis simplesmente para receberem seus salários, sem riscos. O mundo em que sonhos são só sonhos, seu emprego dos sonhos é só isso mesmo, também. Então as pessoas ficam presas em namoros ruins, imaginando que é o melhor que podem conseguir.

Então as pessoas acomodadas não pensam a frase acima. Elas não ligam pro que querem, só pro que já tem. E acabam casando pra não terem que começar tudo de novo. Quem nunca teve preguiça de procurar um novo relacionamento? Eu já tive. Ter que seguir a sequência toda: conhecer, conversar, chegar, beijar, continuar encontrando, engatar um namoro, conhecer a família, passar tempo… Começar tudo de novo é difícil, e tem gente que não anima mesmo.

O que fazer?

Bom, não sei. Eu tendo a ficar dividido entre duas escolhas. Uma delas envolve passar perigosamente perto do comodismo. É você tentar fazer a coisa dar certo, mesmo que o relacionamento esteja problemático. Mas uma coisa é você ter um problema estrutural. Outra coisa é você ter um problema solucionável. O que as pessoas não conseguem discernir é a diferença entre os problemas.

A outra escolha envolve terminar o namoro. Pra isso, precisa de ter certeza de que se trata de um problema estrutural, e também não ter dó da outra pessoa. Porque eu conheço gente que fica aturando namoro sem saída, só porque não quer ter o peso do término nas suas mãos. Mas essa é uma opção que, se não for justa, pelo menos possibilita à pessoa continuar buscando a pessoa certa.

Sempre tive uma mentalidade meio romântica, meio irracional mesmo, de que a pessoa certa existe. Ainda acredito nisso. Quando a gente encontra a pessoa certa, a gente sabe. Por isso, concluo dizendo: na dúvida, não case. Se tem um pouquinho de dúvida qualquer, se você remotamente acha que a pessoa não é certa pra você, se ela não te trata como você gostaria ou como você merece, sai fora. Porque ela não é pra você. E não tem luta que resolva um namoro entre duas pessoas que não se respeitam.

Acabou que falei demais e não falei nada. Ou falei muito. Vai saber.

Favor comentar, abraços.

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2 Responses to “Achei que eles iam casar!”

  1. Laís Mendes disse:

    uhuhauahuahuahuahauhauhaa….
    Minha irmã namorou por 7 anos, terminou algumas, voltou outras e todo mundo disse que ela ia casar!
    Agora ela tá casando mesmo! rsrsrsrs

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