Sábado de Manhã

1 maio 2010

Acordo depois de um pesadelo incrível. Acho que fiquei impressionado com algumas conversas ao longo desta semana. Era meio assim, eu estava possuído por um demônio, e aí tinha deus, que queria que eu o aceitasse. Acordei assustado, mas feliz por não ser verdade. Continuo com minha religião.

Ando até o banheiro, dou um bom dia torto pra minhas irmãs e minha mãe e minha sobrinha, que respondem normalmente. Uma vez dentro do banheiro, escuto minha mãe “Todo mundo pegou a escova de dente?” Presumi que fossem viajar. Saio do banheiro e pergunto, “Uai, vocês vão viajar?” Sim, estão indo a BH, onde minha irmã mais nova mora. No big deal. Suponho. Depois de me despedir delas, fico ao piano tentando tocar uma música nova, quero dizer, não tão nova, mas que só vamos trabalhar nela agora. Penso na história que quero contar nessa música, e a história é bem legal, e se alguém criticar a história vou ficar magoado.

Ainda não recebo críticas bem… acho que ninguém consegue de verdade. Tipo aqueles caras fodões, “Críticas são boas pro meu crescimento, blá blá blá“, aí de noite é “Mimimi me detonaram na internet buááá”.

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Gripe Humana

6 abril 2010
Estou gripado. Não sei se é suína. Resolvi procurar nas internets se estou doente.
“Não importa se você está com gripe comum ou gripe suína pois os simtomas (sic) são praticamente os mesmos. Nos dois casos a taxa de mortalidade é de 0,5%, ou seja para cada 200 pessoas que pegam a gripe comum ou a gripe suína 1 acaba morrendo devido a complicações” Fonte: http://migre.me/um3I
Que bosta. E não sei se posso ir tomar a vacina contra a H1N1, vai que piora meu quadro?
Odeio ficar gripado.
** Este foi um PostPoNe , um Post sobre Porra Nenhuma! Você foi enganado **

Nova Era: Manifestação de Atraso

16 dezembro 2009

Escrevo neste momento em repúdio atrasado à manifestação “pacífica” executada por moradores da cidade de Nova Era – MG, que fechou nesta segunda-feira 17 a rodovia BR-381 durante cerca de oito horas.

De acordo com o Jornal O Tempo, “moradores da cidade estão contrariados com a administração municipal. Eles atearam fogo em pneus, espalhados por toda a rodovia, no sentido da cidade de São Domingos do Prado. Até às 20h20, a manifestação seguia pacífica e sem registro de feridos.”

Mas hein?

Manifestação pacífica? Poderia ser trocado para “não-violenta”, mas de modo algum uma BR bloqueada pode ser considerada parte de ação pacífica.

E o que é que uma rodovia federal, que por acaso corta a cidade, tem a ver com a administração municipal? Por que é que um morador de Ipatinga ou qualquer outra cidade tem que ficar 8 horas dentro de um ônibus, esperando os manifestantes de-sequestrarem a rodovia? É um ato de terrorismo em estrada federal, vai dizer que ninguém foi preso?

Você quer manifestar contra o prefeito da sua cidade? Vai na porta da casa dele, oras! Tenho certeza que alguém sabe onde fica. Mas você não precisa indispor milhares de pessoas que estão apenas por acaso passando na frente da sua cidade, que por sinal se desenvolveu devido à rodovia. Isso só aumenta nosso repúdio por tal manifestação de atraso por parte de alguns radicais que atrapalham a vida de gente do Brasil inteiro pra ter suas demandas atendidas.

Eu não posso ajudar vocês, novaerenses, novaeranos ou o que seja. Eu não moro aí. Fechar a estrada para a capital é um crime, sim, e nenhuma boa intenção diminui as consequências que podem ter existido pra milhares de pessoas e centenas de cargas que chegaram oito horas atrasadas ao seu destino.


O Novo Grande Debate

15 dezembro 2009

Em 2002, o Dream Theater lançou o álbum duplo “Six Degrees of Inner Turbulence”, que ainda estou absorvendo aos poucos. Comecei por “The Great Debate”, uma pérola de 14 minutos que fala sobre a discussão na sociedade em torno das células tronco.

Na introdução da música, podemos perceber entrevistas rolando em estéreo. De acordo com os comentários no SongMeanings, os pontos de vista da esquerda e da direita são representados nos respectivos canais. Eu consigo entender a maioria dos comentários, e acho essa música simplesmente genial.

Num dos comentários, uma âncora de jornal diz: “Uma enquete feita pela Gallup* imediatamente após o discurso do presidente George Bush sobre células-tronco na noite passada**  mostra que 50% dos americanos aprovam sua decisão, 25% desaprovam, enquanto outros 25% não estão certos do que pensar”.

*: Gallup é uma empresa americana especializada em opinião pública, algo como o nosso IBOPE.
**: O discurso de Bush criava diversas barreiras para as pesquisas em células-tronco, de maneira a quase impossibilitar sua realização. Foi dito, na época, que Bush queria agradar a extrema-direita conservadora do Partido Republicano.

Temos um novo Grande Debate agora. O assunto é Copenhague, e as pessoas não sabem o que está acontecendo. Só sabem que nossos líderes estão discutindo a possibilidade de refrear as emissões de carbono. O que ninguém sabe é como isso será feito.

“Humankind has reached a turning point”

O aquecimento global, contudo, é real. As pesquisas em células-tronco foram largamente criticadas por não oferecerem provas que funcionariam. Na própria música do Dream Theater temos um argumento direitista que diz “Onde está a prova?” Até hoje são discutíveis os reais benefícios dessa pesquisa, mas temos que dar o braço a torcer num aspecto: SEM PESQUISA, NÃO HÁ PROVA. Como podemos chegar a um resultado sem testar hipóteses, desenvolver técnicas, sem efetivamente pesquisar?

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“Achei que eles iam casar!”

26 novembro 2009

Achou mesmo?

Quem nunca ouviu uma frase assim? “Nossa, namoraram por tanto tempo, achei que iam casar!” Lembrei de dois amigos meus que são amigos entre si, que namoraram por muito tempo e todo mundo achava que iam casar com suas respectivas namoradas. Mas tem algumas coisas que a galera não entende.

1. Tudo que se vê….

“… não é o que parece!” Quem se lembra dessa música? Tá, coisa de infância de gente velha. Mas o que eu quero dizer com essa primeira coisa é que só quem tá dentro de um namoro que sabe o que realmente rola ali. Quando as pessoas dizem “Nossa, fulano e fulana dão um casal tão bonito, com certeza eles vão casar” eu já penso nesse 001. Lembro também de uma outra amiga, que exaltava o bilau do ex-namorado na frente de todo mundo, que também não casou. Parecia que tudo ia bem, certo? Errado. Brad Pitt que o diga.

"Deus, como eu quero matar essa mulher!"

Hoje em dia ele diria “Eu quero a p**** dos meus escalpos”.

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Cansado.

17 novembro 2009

Hoje acordei cedo e estou me sentindo muito cansado.

Aí eu vejo esse vídeo e me poco de rir:

Huaehuaehauehau!! Salvou meu dia!


O Direito de Vestir

14 novembro 2009

Pessoal,

Sinto que voltei no tempo e estou falando sobre o Caso Isabela Nardoni de novo. É culpa do jornal, ficam dando tanta atenção à Geisy que me pego pensando na repercussão, e acabo pensando algo diferente que preciso falar. Não estou justificando, pensem pelo lado bom. Pelo menos estou escrevendo de novo.

É que eu li uma carta no “Painel do Leitor” da Folha de São Paulo de ontem (13/11), de uma médica ginecologista e obstetra chamada Socorro Magalhães, de Fortaleza/CE. Reproduzo aqui:

“Não entendo mais o que são valores morais.

É claro que vivemos numa democracia, mas o direito de um termina quando o do outro começa.

A conduta descabida, o erotismo e o modo de vestir-se e de se portar dessa garota desviava a atenção dos alunos das aulas, prejudicando o bom desempenho daqueles que ali se encontravam na luta por um espaço no mercado de trabalho nesse mundo altamente competitivo.

Ela queria chamar a atenção para si e conseguiu o seu intento com êxito, pois essa nossa sociedade nos surpreende com tamanha tolerância, fazendo dessa aluna ‘um exemplo, um ícone’ para os demais jovens brasileiros.”

Gostaria de respondê-la com outra carta, aberta, pois a Folha já publicou uma carta minha esse ano.

“Socorro,

Me ajude. Você está bagunçando o coreto todo. Vivemos, sim, numa democracia. Mas qual direito foi tolhido dos outros estudantes por Geisy? O direito de estudar? Ué, mas eles não podiam simplesmente ignorar um vestido curto? Você parte do princípio que todos os estudantes que vaiaram Geisy estavam desesperados por sexo. E que de tão excitados eles não conseguiam nem prestar atenção na aula!

Desculpe a ironia. É que seu discurso moralista me ofende como pessoa. Deixe-me dizer algo. Se Geisy fosse de fato estuprada, currada (estuprada coletivamente), e devassada dentro de um banheiro daquela faculdade, caso alguns alunos levassem esse desejo contido a cabo ao invés de apenas hostilizá-la como ‘puta’ entre outras coisas; você diria que ela é a culpada? Estou, sim, colocando palavras na sua boca. Mas seu texto parece me dizer ‘A culpa de tantos estupros ocorrerem é dessa juventude que fica saindo com roupas minúsculas!‘ O estuprador, na sua visão de mundo, é apenas um coitado que foi seduzido pela estuprada.

E ainda assim, na sua carta você fala que a sociedade ‘nos surpreende com tamanha tolerância’. Estou surpreso com essa tolerância. Pois o ‘puta, puta!‘ ouvido por Geisy também é o ‘bicha, bicha!‘ ouvido por homossexuais em nossas escolas. Onde está essa tolerância? Você usou aspas ao dizer que Geisy agora é ‘ícone, exemplo’. Está citando a quem? Vejo Geisy não como um exemplo a ser seguido, principalmente depois do acontecido, mas um exemplo de como o ódio e a intolerância está ao alcance de todos nós.

Não defenda os pobres estudantes, por favor. Pois eles são os mesmos estudantes que jogam garrafas em travestis, queimam índios, excluem bichas, pretos e pobres. E infelizmente fazem parte do futuro de nosso país.”

Um Voltaire moderno diria “Posso não concordar com a roupa que vestes, mas defenderei até a morte o direito de vesti-la”. Vivemos num país livre.


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