A “Hipótese da Biofilia” e o futuro estéril.

26 agosto 2009

E aí pessoal.

Andei lendo sobre um negócio chamado “Biophilia Hypothesis” – hipótese da biofilia – que sugere que nós, seres humanos, temos uma predisposição genética a manter contato com a natureza. Fui procurar este nome por causa de uma música que o Jobim criou em meados de 2004, justamente chamada “Biophilia”. O mais interessante é que ele não sabia nada sobre essa hipótese, mas criou a música baseado num conceito de “amor à vida”.

Esse suposto e não-provado gene da Biofilia seria o que faz com que nós, seres urbanos, nos sintamos inclinados a ter animais de estimação, plantas, jardins, ou morar perto de praças, bosques, lagos, oceanos. Temos a tendência de valorizar esses espaços próximos da natureza. Quero dizer, uma parcela da população valoriza esses lugares. Existe sempre a parcela “super urbana”, que não sabe o que é uma galinha, nunca viu uma vaca e simplesmente odeia passear em bosques cheios de insetos e bichos.

Green Land por Deinha1974

Podemos viver sem isso? (Arte por Deinha1974 , Deviantart)

Eu sou uma pessoa bem otimista. Mas ultimamente estive pensando sobre o futuro, pra escrever uma estória. E se o homem conseguir dominar a natureza de um jeito que ela não precise mais existir? E se a humanidade conseguir reproduzir todas as condições para a vida humana, de maneira que não precisemos mais de árvores? E se o nosso planeta se tornar uma imensa bola de metal, sem nada que lembre a Terra dos nossos dias? Será que sofreremos com isso?

Eu não acredito na hipótese de termos um gene que responda à Biofilia, mas acredito sim que precisamos da natureza ao nosso redor. Mesmo se todos nos tornássemos “urbanóides”, com direito a todo tipo de Biofobia (como medo de insetos, medo de grama, medo de animais, florestas, etc.) ainda assim sofreríamos e sem saber o porquê.

Tem um conto do Isaac Asimov, em que os humanos finalmente conseguem colonizar outros planetas e se despedem da Terra. Eles devolvem o planeta à sua própria sorte, à sua própria evolução. Acho um conto muito bonito. Mas ainda assim é derrotista. É como se o ser humano fosse mais um vírus à saúde do planeta, em vez de um simbionte, que precisa que o planeta viva pra continuar vivo.

Nós podemos mudar muita coisa. Mas será que entendemos a real necessidade disso? Será que entendemos o impacto que o desaparecimento de muitas espécies realmente vai ter sobre a vida de nossos filhos? Acho que ninguém sabe de nada, e esse é um risco enorme que a humanidade corre. Corremos o risco de nossa Terra virar um deserto imenso e estéril. E ainda ignoramos. É como ir ao dentista; a gente só vai quando algo dá errado e aí já é tarde demais.

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“Eu, Robô”

6 agosto 2009

Estou lendo o livro “Eu, Robô”, do Isaac Asimov. Gosto muito do estilo dele, o primeiro livro que li foi “Ventos da Mudança” (The Winds of Change) emprestado pelo Bruno Spacek.

Eu acho que gosto muito do estilo do Asimov, ele escreve de uma maneira que eu gostaria muito de escrever. Ele descreve procedimentos complexos e muitas vezes inventados como se fossem coisas casuais, seus cientistas têm muito de seres humanos também.

E os robôs… os robôs são a melhor parte do livro, então acho que não vou estragar a surpresa!
Só adianto que não tem NADA a ver com o filme. O filme só pegou o gancho das três leis da robótica que ele explica nesse livro.


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