Piaf: Hymne à L’amour

11 agosto 2009

Hino ao amor

O céu azul sobre nós pode desabar
E a terra bem pode desmoronar
Pouco me importa, se tu me amas
Pouco se me dá o mundo inteiro

Desde que o amor inunde minhas manhãs
Desde que meu corpo esteja fremindo sob tuas mãos
Pouco me importam os problemas
Meu amor, já que tu me amas.

Eu irei até o fim do mundo
Mandarei pintar meu cabelo de louro
(ou: Me transformarei em loura)
Se tu me pedires
Irei despendurar a lua
Irei roubar a fortuna
Se tu me pedires

Eu renegarei minha pátria
Renegarei meus amigos
Se tu me pedires
Bem podem rir de mim
Farei o que quer que seja
Se tu me pedires

Se um dia a vida te arrancar de mim
Se tu morreres, se estiveres longe de mim
Pouco me importa, se tu me amas,
Porque eu morrerei também

Teremos para nós a eternidade,
No azul de toda a imensidão
No céu não haverá mais problemas
Meu amor, acredite que nos amamos.
Deus reúne os que se amam.

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Gosto e não sei explicar.

29 maio 2009

Hoje, preguiça. Correria morta é moooorta.

Tem uma música duma banda que chama Cake, eu simplesmente gosto, não sei explicar o porquê. Chama Frank Sinatra e eu nunca procurei entender a letra, apesar de ter aprendido a cantar quase toda só de ouvir a música diversas vezes. Vou procurar o videozinho no Youtube. (Cake é mais do que a banda que fez aquela versão pop de “I Will Survive”)

Agora, uma do Garbage. Eu tenho uma relação de amor e ódio com essa banda. Primeira música que ouvi foi “Push It”, gostava do clipe. Depois veio a descartável “I Think I’m Paranoid”. E aí ouvi “Special”, cujo clipe é toscamente engraçado. Então esqueci da banda. Lá por 2000 e tantos é que fui ouvir de novo, mas detestei as músicas. “Cherry Lips” é detestável. “Androginy” também. Mas ultimamente me lembrei da “Special”, e tenho ouvido bastante. O problema do Garbage é o mesmo do Guns and Roses, quando uma música começa a ficar 100% boa eles colocam uma parte NADA A VER. Como na “Special”, aquela parte “I’m Looking for You“, totalmente desnecessária. Vai aí o vídeo tosco que inspirou a corrida do Star Wars Episódio I (veio antes, mas é mentira).

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Ukulele Hero

14 maio 2009

E aí pessoal.

Isso é um Ukulele.

Isso é um Ukulele.

Não sei se alguém lembra do Bruddhah Iz, já falei dele em blogs passados. Nascido Israel Kamakawiwo’ole, ele é uma lenda do Ukulele – uma espécie de variante do cavaquinho, só que havaiano.

Bruddah Iz tinha um problema SEVERO de obesidade, chegando a pesar 349 kg (!) em certos momentos de sua vida. Uma das maiores personalidades do Havaí, morreu em 1997 por problemas respiratórios (decorrentes da obesidade).




O tamanho da criança

O tamanho da criança

Bruddhah Iz era muito conhecido no Havaí, sua terra natal, porém não tão conhecido no resto do mundo. Essa situação mudou anos depois de sua morte, com a descoberta por produtores de Hollywood de sua versão ao ukulele de uma canção bem famosa.

“Over The Raibow”, imortalizada por Judy Garland em O Mágico de Oz, foi regravada por Israel em 1997, no seu antepenúltimo álbum em vida. Foi utilizada em diversas séries e filmes, o mais notório (para mim) sendo “Como se Fosse a Primeira Vez” (50 First Dates) com Adam Sandler e Drew Barrymore. Essa música encerra o filme.

Estava procurando um solo de “While my Guitar Gently Weeps” na internet, e me deparei com um candidato a herdeiro de Bruddhah. Só que ele é BEM mais virtuoso. Enquanto Iz fazia canções mais contemplativas, temos uma aproximação bem mais virtuose desse cara.

Ele se chama Jake Shimabukuro, e – veja só – é relativamente famoso. Tem até um artigo na  Wikipédia em inglês. Como não é famoso no Brasil, não existe página sobre ele em português. Assistam ao vídeo. Se quiserem ir direto ao assunto, ele começa “While my Guitar” aos 2:51. Antes ele enrola um pouquinho.


Instrumento interessante o Ukulele. Mas não é um instrumento que eu gostaria de aprender a tocar. Pela minha breve experiência com cavaquinho (aprendi uns dois acordes), descobri que meus dedos não combinam com as cordas. São BEM tensionadas, e a dor não compensa. Prefiro ficar com teclas e flautas. Que pelo menos não machucam!


Estarrecido.

16 abril 2009

Ainda estou meio abobado.

Vi em diversos blogs mensagens sobre uma Susan Boyle, que surpreendeu todos no Ídolos britânico, etc. e resolvi conferir. Veja antes de continuar: (clique na foto, pois não deixam dar Embed; com legendas, aqui)

Sacou o estilo da figura? Agora clica pra ver ela cantando...

Sacou o estilo da figura? Agora clica pra ver ela cantando...

Eu já cheguei no vídeo meio avisado. Mas mesmo assim achei que era pegadinha.

É incrível como a gente é preconceituoso! Só porque ela nunca foi casada, nem beijada, mora com o gato e não está exatamente no padrão de beleza ocidental, eu fiz pouco caso dela. Seu lá, pensei que era um Maicon Naite, ou aquele cara do Ídolos que cantou borbulhas de amor.

Pois é, já imaginei um mico, e qual foi a minha surpresa no momento que a senhora abriu a boca! Ontem eu assisti Synecdoche: New York e aquela catarse me fez pensar em algo no momento após assistir essa apresentação. Será que existe criatividade sem dor?

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Dublando Fernanda Young

2 abril 2009

Vocês já viram a nova propaganda da Nextel? Se não, veja:

Não sei se vocês sabem, mas eu não sou exatamente um fã de Fernanda Young. Portanto, eu vi essa propaganda com os piores olhos possíveis. Eu gostaria de oferecer uma redublagem, mas como não consigo mais baixar vídeos do Youtube, farei a legenda de como eu escuto o que ela diz. Em negrito, ela. Em itálico, o que ela realmente diz.

Comecei a escrever, antes mesmo de aprender a escrever.

Quando era pequena, eu fazia triângulos e círculos e tentava fazer as pessoas lerem.

Eu tinha dislexia e criava meus poemas mentalmente.

Gostava de fazer rimas que nunca rimavam, e trocando o R pelo L. Dizia que eram poemas.

Páginas e páginas, só na minha cabeça.

Eu inventava livros inteiros de poesia, mas só eu que podia ler. Tudo inventado.

Aí eu aprendi a escrever, pintei o cabelo de rosa e fui expulsa do colégio.

Então eu finalmente me entendi com o lápis, quis fazer uma demonstração de rebeldia infantil e as freiras não gostaram muito.

Hoje, eu tenho 8 livros publicados,

Hoje eu escrevi um monte de merda,

Três filmes,

Três lixos patrocinados pela lei Rouanet,

Peças de teatro,

Idiotas que me acham o máximo mandando pessoas fingirem que atuam,

5 séries de TV,

Sai de Baixo, Os Normais e outras merdas,

Três filhas.

Três seres humanos pra perpetuar meus genes ruins.

Pra quem pensava em se matar aos dezessete,

Eu devia ter me matado aos dezessete,

até que tá legal, né?

e poupado vocês dessa vergonha alheia de propaganda pseudovideoarte.

Essa é minha vida, esse é meu clube.

Eu ainda criei esse slogan barato, que eles a-do-ra-ram!

Nextel é inteligente, ilimitado e pode ser pra você. Acesse!

Agora é o local em que eu tento grudar a marca em minhas supostas qualidades. Compre, idiota!

Fim.

P.S.: Quinta-feira seria dia de cinema, mas bem, são imagens em movimento, não é? Quinta-feira é Cinema & Vídeo, então!

P.S.2: Se alguma boa alma resolver dublar isso, se colocar um crédito eu aceito.

P.S.3: Passei a odiar Fernanda Young depois do início de “Muito gelo e dois dedos de água”, quando a personagem de Mariana Ximenes, ainda em animação, dá uma ataque de “eu sou foda” e nos deixa ver a verdadeira face da roteirista. Nada pessoal.


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