TetriNET? Não, é o Tetrisfriends!

31 março 2009

Semana nostalgia, eu diria.

Sexta-feira passada estava passeando por uns blogs no meu Google Reader, quando li no Sedentário e Hiperativo sobre um “Tetris Online pra jogar versus”. Bom, confesso que num primeiro momento fiz uma cara meio “Bah, TetriNET já existe tem uns 10 anos, quanta novidade”. Não que eu tenha engolido minhas palavras (não engoli, TetriNET é velho mesmo), mas devo confessar que o TetrisFriends está um pouco acima do TetriNET.

Viciante! Tetris Online!

Viciante! Tetris Online!

Santo Flash, Batman! A principal diferença do TetriNET é a linguagem de programação. TetriNET era um programa que você rodava no seu computador, precisava ficar passando endereço pros outros, você tinha que aprender a usar. O Tetrisfriends conta com todas as melhorias que o formato Flash permite, como Leaderboards (marcadores de Score), Comunidade, e principalmente segurança. Nada de dar seu endereço IP pros outros, nada de procurar jogadores. Você clica “Play Now” e ele já acha um oponente pra você.

Só uma coisa que eu preferia do TetriNET. Era a possibilidade de você estourar bombas nos inimigos. Isso influenciava na maneira de jogar, claro, mas eu curtia. Era minha principal arma, na verdade, pois eu sempre fazia um Tetris (completar 4 linhas de uma vez) antes dos outros, o que sempre me dava uma bomba. Daí, todo mundo estava fazendo aqueles castelos enormes… facilitava pra mim!

O jogo tem seis modos, sendo que quatro são de um jogador e dois são multi-jogadores.

No modo Marathon, você precisa só jogar e passar os 15 níveis. No Sprint, você precisa completar 40 linhas o mais rápido possível. Coisa de Coreano, diga-se. Survival, você precisa sobreviver a 20 níveis de Tetris (e é RÁPIDO). Eu não consegui… e finalmente, o modo Ultra, em que você tem que marcar o máximo de pontos em 2 minutos.

Joguei apenas uma vez cada um deles. Viciei mesmo foi no modo multi-jogador! É muito bom! Eu pulei do Level 1 pro Level 8 no primeiro jogo! Claro que o jogo é definido por níveis, né, pra poder nivelar as pessoas e você iniciante não acabe peitando um nível 20 topo-do-ranking.

Os estilos multiplayer são Sprint 5p e Battle 2p (os P’s relativos ao número de jogadores). O Sprint é muito legal, quem fizer 40 linhas primeiro vence. Normalmente isso leva menos de dois minutos, mas depende um pouco da sorte. E claro, não errar! Já no Battle, você compete com outro jogador escolhido aleatoriamente. No caso, quem enviar mais linhas pro outro vence. Pra enviar linhas ou você precisa fazer combos, ou precisa estourar mais de uma linha por vez. O ideal, claro, é fazer um tetris, uma vez que pra combar é necessária muita sorte.

O jogo ainda está na versão beta (como tudo na internet, note-se), mas com certeza podemos esperar boas novidades. Quando a funcionalidade de friends list aparecer, me adicionem. Meu nick, obviamente, é XKuei.


Do Netscape ao Twitter, Parte 1.

30 março 2009

E aí pessoal!

Segunda-feira, como explicado no post anterior, é dia de internet. Hoje vou falar um pouco sobre a evolução da internet, que testemunhei através dos CHATs, ou BATE-PAPO pros saudosistas.

Comecei a navegar pela internet em meados de 1995, numa conexão discada. A rede era bem menos amigável. O primeiro navegador que usei se chamava Netscape, que tinha uma fatia considerável do mercado na época. Estamos falando de uma época em que o Internet Explorer não vinha junto do Windows 3.11, e o provedor de internet ESTAMINAS (que viria a se chamar Uai) cedia o disquete de instalação do Netscape, aquele saudoso “N” surgindo por trás do globo terrestre por incontáveis segundos minutos enquanto se esperava a página carregar.

Internet em 1996

Internet em 1996

Pode parecer saudosismo, mas só quem conheceu a internet discada daquela época sabe do que se trata. Não é nada parecido com o que temos hoje. Hoje, a internet discada é lenta. Antes, era mais. Seu modem é 56k? O meu era 9.6k. Conexão discada demora uma hora pra abrir Youtube? Em 96, ver vídeos na internet era algo impensável. Animação, era GIF animado. E era o máximo.

Não existia um programa de chat como o MSN Messenger. Muita gente conhece apenas este modelo de bate-papo, sendo que antigamente a gente conversava no Bate-Papo do Estado de Minas e posteriormente do UOL. Bate-papo no navegador, um monstro edificado em refreshes e scripts. Fiz muitos amigos nesse modelo de Chat.

A primeira grande revolução que experimentei no modelo de chat foi o The Palace¹. Muita gente fala abismada como o Second Life e afins mudaram o mundo virtual, etc. Mas o Second Life nada mais é do que o The Palace em interface 3D, e todas as implicações possíveis. Fui buscar uma screenshot do programa e vi que não estou sozinho nessa teoria.

Um universo de Smileys...

Um universo de Smileys...

Me lembro que em 1997 fiz minha primeira compra pela internet, e foi justamente um registro do The Palace. O software era gratuito (como ainda é hoje), mas você só podia editar seus props (que eram as roupinhas que seu avatar vestia) e fazer seus próprios se fosse um usuário registrado. Comprei usando o cartão de crédito do meu pai. Custava US$19,99 só que devo ter pago uns R$17,00! Pra quem não lembra, o dólar valia noventa centavos de real.

Utilizei o Palace bastante tempo até descobrir o mIRC. Não lembro como fui iniciado no mIRC. Mas foi uma das melhores plataformas de amigos virtuais que já tive. Inclusive, pelo menos dois grandes amigos meus foram feitos com a ajuda deste programa (Amanda e Gustavo, para nomear). O mIRC era um chat baseado em “canais”, que era o nome dado às salas. Lembro do #vale_do_aco, primeiro canal de IRC aqui da região, que contava com uma galera bem animada… a gente fazia IRChurrasco, IRCfutebol (nome estranho né) e diversos IRContros…

Hoje o mIRC é praticamente um dispositivo P2P, usado majoritariamente para trocas de arquivos. Um dos mais populares instrumentos de conversação até 2003, foi perdendo sua função para os mensageiros instantâneos. Quando o spam começou a pegar no mIRC, ficou difícil entrar em canais grandes como #brasil sem algum bot de vírus tentando te enviar algo. Aí as pessoas quiseram mais privacidade. Chegamos à era do Instant Messenger.

Semana que vem: A ascensão e queda do ICQ e o monopólio ilegal do MSN Messenger (como sempre, Microsoft).

¹: Fiquei abismado ao descobrir que o The Palace ainda existe! E na página ainda diz, “since 1995”, deu uma nostalgia fortíssima! Ainda volto lá pra fazer um Post nostálgico!


De volta para o Futuro!

26 março 2009
Haha Marty, eu sei que você não tá tocando de verdade!

Haha Marty, eu sei que você não está tocando de verdade!

E aí pessoal!

A maioria das pessoas não vai entender PATAVINA do que está acontecendo, mas estou resgatando um blog que tive em meados de 2001/2002, o No Limiar do Estresse! Era um blog sobre aleatoriedades, na maioria do tempo. Tinha alguns leitores fiéis, mas resolvi parar depois que surgiu uma situação chata em que usei o blog como arma numa briga da vida real. Aí briguei com um (agora ex-)amigo nos comments, e… bem, desisti. Um dia eu conto essa estória!

Eu lembro que a moda na época (agora também, claro) era trocar links com os outros. Eu cheguei a trocar links com uns blogs grandes aí da blogosfera, não que isso fosse grande coisa, trocava-se link com todo mundo. Era um orgulho besta, né, afinal de contas, o cara me linkou.

Então, direto do meu passado, uma ideia que pode ter algum futuro. Redescobri o gosto por blogar. Então nada mais natural que eu volte com tudo. Agora quero voltar a fazer postagens diárias!

… Era só isso, cara-pálida? Todo mundo faz postagens diárias! Tem gente que faz até postagem HORÁRIA!

Sim, mas eu não sou exatamente uma pessoa que atualiza tudo a todo momento. Minha irmã lembraria, meu fotolog já foi TRIMESTRAL. Se não acredita, vai lá ver. Eu poderia terminar isso dizendo “veremos”, etc. Mas não. O difícil de cada coisa é começar. De acordo com o princípio da inércia, é necessária muita energia pra se colocar em movimento um objeto que esteja em repouso. Dessa energia agora tô cheio! (Algumas pessoas sabem o porquê).

O Blog (no bom ingles, “cutting the crap“)

A ideia do blog também não é novidade alguma. É que eu estava fazendo um texto enorme e pensei, “ei, por que não fazer uma suite“? Suite é uma série, tipo série de reportagens, sacou. Sabe quando o William Bonner fala “Amanhã, o próximo capítulo dessa série sobre o nordeste”. Pois é. Como meus posts sempre ficam ENOLMES (sic cebolinha), resolvi fazer por partes. Jack-The-Ripper-Style.

Como o WordPress me dá uma liberdade muito maior que o Blogger, posso inclusive dividir o blog em seções. Em páginas, pra ser mais exato. E dividirei. Pensei em cinco categorias, pra que eu seja obrigado a postar todos os dias da semana, e posso tirar o fim de semana de descanso ou ainda escrever reportagens especiais.

Mas isso não vai dar um trabalho DO CÃO???

Já dizia o Jeremias, “O cão foi que botô pra nóis bebê“. Estudante de Jornalismo que sou, eu manjo de umas paradas. Obviamente, eu não vou parar uma hora por dia pra fazer… peraí… parênteses.

(Putz, tô ouvindo vapor barato com Gal Costa e Zeca Baleiro, e me dá um nervoso da P%^@& quando a Gal começa a achar que tem as manhas do Wah Wah vocal. NÃO FAÇA ISSO GAL! Inclusive esse é um comentário que caberia no twitter)

Voltando. Existe uma parada que chama Matéria Fria.

Jan 04-frozen newspaper

… não, não é esse jornal congelado aqui não. Matéria fria é… sabe quando tem feriado prolongado? E o jornalista, muuuuito esperto, resolve gravar umas reportagens com idosos, crianças, academias de caratê e afins, mas reportagens atemporais. Sabe pra quê? Pra quando ele estiver viajando, o povo pensar “Puxa, coitado do jornalista, semana santa cortando na alta e ele cobrindo hidroginástica geriátrica!”

Captou? A manha do suite é essa, eu vou escrever um texto ENORME, e dividir em partes pra vocês não se entendiarem. E claro que vou ter uns posts frios. Não se choque. O jornalismo é assim. A blogosfera dos espertalhões também funciona assim. Ou você acha realmente que os caras passam o dia inteiro na frente do computador?

… eu passo.

Não te perguntei. Quero dizer, perguntei sim, mas você não conta. Você está trabalhando.

Seções (sim, com cedilha, e não Sessões)

Após muito pensar, uns longos 5 minutos, decidi que as seções serão…. (rufando tambores)

Segunda-feira: Internet. Óbvio. Mas não quero que seja só um mero repositório de links… pra isso a gente já tem o Vídeos legais do Sedentário e Hiperativo, temos Jacaré Banguela e afins. E nem “Olha que legal o que esse cara faz, vi no [insira link aqui]”.Quero pensar um pouco internet tambem.

Terça-feira: Jogos. Videogames, jogos em flash, RPGs massivos (World of Warcraft, na verdade). É hora de falar sobre esses pixels em movimento que tanto nos fascinam desde o Space Invaders. Minto, desde o PONG.

Quarta-feira: Música. Eu sou músico, e gosto de música. Vou falar um pouco sobre a minha relação com a música, e tentar ouvir um pouco de música a qual não estou habituado. Quero me enveredar pra fora dos estilos que já curto. Quero tentar expandir um pouco minhas ideias musicais. Eventualmente posso postar alguma música minha também.

Quinta-feira: Cinema. Curtas, médias, longas-metragem. Pode ser um incentivo pra eu voltar a ir ao cinema. Ainda que o cinema daqui de Ipatinga não seja dos melhores… bom, não desvirtuemos. Tudo que envolve a tela grande, ou do computador, ou do celular. Imagens em movimento, é isso.

Sexta-feira: Dia do Coringa. Não é o dia do Heath Ledger não. É dia de falar sobre todos acima, ou nenhum deles. Dia de falar de mim. Dia de falar de p&#@$ nenhuma.

Finais de semana são dias em que não quero muito mexer com blog. Quero mais é me divertir. Mas se de repente rolar alguma postagem, claro que vai ser escrita. E fins de semana são dias bons pra fazer Matérias Frias (Explicadas anteriormente). E ainda quero me enveredar pelo mundo do Podcasting.

Le Fin, finalmente

É muita areia? Claro. Mas a gente faz em várias viagens. De vez em quando posso convidar amigos pra me ajudar. É como diria o Alex, do Clockwork Beatles, “With a Little Help From My Droogs”.

Então que dia eu inauguro?

SEGUNDA-FEIRA! Bom que dá tempo de eu worká num contente.


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